O DIA DAS MÃES ATRAVÉS DOS TEMPOS - PARTE 3

 

 

Na Idade Média, como todo mundo sabe, só havia quatro classes sociais: os nobres, o clero, os servos e as mães. Os nobres combatiam, o clero rezava, os servos trabalhavam e as mães faziam tudo isso e ainda se estressavam porque os feudos estavam sempre uma zona. Nessa época, o riso era combatido com veemência. Isso pelo menos garantia às mães que ninguém ia rir da cara delas caso pedissem alguma homenagem especial. Até porque ninguém comemorava nada. Só havia duas festas nesse período: a dos Loucos e a do Asno. As mães precisavam decidir com qual se identificavam mais e entrar de cabeça. Era uma dúvida atroz.
 
No séc. XVI, na Inglaterra, era comemorado o Domingo da Maternidade, quando as servas, que trabalhavam (sem folga) para a população rica, tinham direito a ir para suas casas passar o dia com sua mães. Chegando lá, elas encontravam as pobres coitadas no fogão preparando o tradicional “mothering cake”, um bolo que dava um trabalhão do cacete pra ser feito. Sensibilizadas, as moças acabavam ajudando suas mães e assim, ninguém tinha folga. Era uma alegria.
 
Em 1914, nos EUA, o Presidente Wilson proclamou o feriado do Dia das Mães, pasme... num domingo! Cá pra nós, se era pra ser num domingo, não precisava ser feriado, concorda? Não há dúvida de que isso foi sacanagem pra não liberar um dia útil pras pobres coitadas.
 
Nos anos 60, os filhos começaram a questionar essa coisa de família, preferindo se mandar para festivais de sexo, drogas e rock´n´roll. Isso deixava as mães preocupadíssimas com seus rebentos que, além de tarados e drogados, podiam ficar parecidos com o Serguei...

(continua...)

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