A Justiça de São Paulo condenou Clodovil Hernandez, morto em 2009, a indenizar Ronaldo Ésper, vivo até hoje, por danos morais.
Como se não bastasse, a advogada do falecido disse que essa disputa ainda não acabou. Pois Clodovil, embora não estando mais entre nós, também está processando Ronaldo Ésper, igualmente por danos morais.
Deixa eu ver se entendi: um morto é condenado e esse mesmo morto está processando o autor de seu processo de condenação.
Só posso concluir que a vida após a morte acaba de ser comprovada e oficializada pela Justiça de São Paulo. Do contrário, não haveria o menor sentido nessa celeuma toda.
Vale lembrar que Ronaldo Ésper é aquele estilista que foi acusado de afanar uns vasos do cemitério do Araçá.
Ou seja: tá tudo em casa.
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